quarta-feira, 9 de novembro de 2011

***Lembrete***

Caros amigos lembramos a vocês que o Blog é igual, à mangas japoneses, comesamos a ler da última folha ate chegar a primeira.Então comece a ler de baixo para cima!

Obrigado a todos e esperamos que gostem do conteúdo desenvolvido!

Introdução do blog


Este blog tem como objetivo divulgar os fatos históricos da origem deste povo de descendência mestiça de espanhóis, 
índio,indíginas, portugueses e africanos.
A autoria deste blog é de estudantes do colégio Definitivo,RS Porto Alegre:Andrei Becker, Bruno Damasceno e Lucas Neves Machado.
Ao passar do tempo, informações, curiosidades e mitos sobre este histórico povo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Curiosidades Do Povo Gaúcho

O que é o ''chiripá''?
O chiripá, peça tradicional da indumentária gaúcha até meados do Século XIX, tem dois “modelos” diferentes, cada um condizendo com as necessidades do homem do campo do Rio Grande do Sul. Uma vez que a história socioeconômica do Rio Grande do Sul, da Argentina e do Uruguai se desenvolveu de maneira semelhante, é possível encontrar o registro do uso do chiripá nessas três regiões.
O primeiro tipo é o chamado primitivo, e foi introduzido no cotidiano do gaúcho pela cultura indígena. Já o segundo é o chamado chiripá farroupilha, tendo em vista que teve amplo uso durante a Revolução Farroupilha.



O que é ''pampa"?
Pampa (nome de origem quechua), Campos do Sul ou Campos Sulinos, são termos genericamente dados à região pastoril de planícies com coxilhas. Abrange a metade meridional do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, ocupando cerca de 63% do território gaúcho, se estendem pelos territórios do Uruguai e pelas províncias argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Entre Ríos e Corrientes. No Brasil o Pampa também é conhecido como Campos do Sul, Campos Sulinos ou Campanha Gaúcha.


Chimarrão e sua Origem

Mate amargo (sem açúcar) que se toma numa cuia de porongo por uma bomba de metal. Atribuem-se ao chimarrão propriedades desintoxicantes, particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes.
A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México "capturar" os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.
Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes "borracheras" - porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo. Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis.
As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.
O comerciante Rômulo Antônio, dono da Casa do Chimarrão, em Passo Fundo, há mais de 20 anos, explica que os paraguaios tomam chimarrão em qualquer tipo de cuia. "Até em copo de geléia", diz. São os únicos que também têm por tradição tomar o chimarrão frio... O "tererê" paraguaio pode ser tomado com gelo e limão, ou utilizando suco de laranja e limonada no lugar da água.
Antônio explica outras diferenças. Na Argentina e no Uruguai a erva é triturada, ao contrário do Brasil, onde é socada. Nos países do Prata, a erva é mais forte, amarga, recomendada para quem sofre de problemas no fígado.


Origem de Algumas palavras Gaúchas:
Abichornado – crioulo – acovardado, apequenado.
Afeitar – espanhol – fazer a barba
Âiga-te (âigale-te) – espanhol – interjeição de surpresa que enaltece o que foi ouvido; âigate.
A la pucha (a la putcha) – espanhol – interjeição de surpresa que enaltece o que foi ouvido; âigate. Alcaide – provavelmente espanhol, pois tem significado muito oposto do homônimo português, oriundo do árabe – cavalo velho, ruim inútil; serve para pessoas também.
Andar a/pelo cabresto – português – o mesmo termo que designa a condução do animal, indica que alguém está sendo conduzido por outro.
Andar de rédea solta – português – também se referindo a pessoas, significa que alguém não sofre controle estrito de nada nem ninguém; um momento de folga.
Bagual – crioulo – cavalo que não foi castrado; homem.
Balaquear – crioulo – gabar-se, mentir, conversar fiado; vanguardar-se.
Barbaridade – português – barbarismo. Tanto adjetiva como pode ser uma interjeição de espanto.
Bate-coxa – português – baile, dança.
Bombacha – espanhol platino – peça (calça) que caracteriza a indumentária gaúcha. Tem origem turca e foi introduzida na América pelos comerciantes ingleses, de presença marcante no pampa platino.
Buenacho – espanhol – muito bom, excelente; bondoso, cavalheiro.
Campanha – português – planície rio-grandense; pampa.
Capilé – francês – refresco de verão, feita com um pouco de vinho tinto, água e muito açúcar.
Castelhano – espanhol – indivíduo oriundo de Uruguai ou Argentino
Cevador – português – pessoa que prepara o chimarrão e o distribui entre os que estão tomando.
Charque – espanhol platino – carne de gado, salgada em mantas.
Chasque – quíchua – mensageiro, estafeta.
Chiru (xiru) – tupi – índio velho, indivíduo de raça cabocla.
Chucro (xucro) – quíchua – animal arisco, nunca domado; pessoa de mesmo temperamento ou sem empirismo, inexperiente.
Cusco – espanhol platino, provavelmente já emprestado do quíchua – cachorro pequeno e de raça ordinária (ou sem); guaipeca.
De orelha em pé – português – da mesma forma que o animal de sobreaviso ergue as orelhas, tal supõe-se faça o homem.
Engasga-gato – português – ensopado feito com pedaços de charque da manta da barrigueira.
Garupa – francês - A parte superior do corpo das cavalgaduras que se estende do lombo aos quartos traseiros; também usado para definir a mesma área no corpo humano.
Gaúcho – origem desconhecida – termo, inicialmente, utilizado de forma pejorativa para descrever a cruza ibero-indígena, hoje é o gentílico de quem nasce no estado do Rio Grande do Sul.
Gauchada – crioulo – grande número de gaúchos; façanha típica de gaúcho, cometimento, muito arriscado, proeza no serviço campeiro, ação nobre, impressionante.
Gauderiar – espanhol platino – vagabundear, andar errante, sem ocupação séria; haragano.
Gaudério – espanhol platino – vagabundo, desocupado, nômade. Atualmente, é uma referência estadual ao povo da campanha, simplesmente, como gaúcho.
Guaiaca – quíchua – invenção gauchesca que se usa sobre o “cinturão europeu”. Significa bolsa em sua língua original.
Guaipeca – tupi – cachorro pequeno e de raça ordinária (ou sem), cusco.
Guri – tupi – criança, menino; serviçais que faziam trabalho leve nas estâncias.
Haragano – espanhol – Nômade, renitente; cavalo que dificilmente se deixa agarrar.
Japiraca – tupi – mulher de temperamento irascível, insuportável.
Jururu – tupi – triste, cabisbaixo, pensativo.
Macanudo – indicado como sendo espanhol platino – bom, superior, poderoso, forte, inteligente, belo rico, respeitável; um adjetivo positivo de uso genérico.
Mate – quíchua – bebida preparada em um porongo, com erva-mate e água quente; chimarrão.
Minuano – indicado como sendo espanhol platino – vento andino, frio e seco, que sopra do sudoeste no inverno.
Morocha – espanhol platino – moça morena, mestiça, mulata; rapariga de campanha.
Nativismo – português – amor pelo chão onde se nasce e sua tradição.
Orelhano (aurelhano) – espanhol platino – animal  sem marca nem sinal; também serve para pessoas.
Pago – espanhol/português – lugar onde se nasceu. Como o gaúcho original era um nativo descendente de imigrantes e não pretendia deixar seu solo em hipótese alguma, o termo também designa, genericamente, a região da Campanha.
Pampa – quíchua – vastas planícies do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, coberta de excelentes pastagens que servem para criação de gado. Em quíchua, “pampa” significa “planície”.
Paisano – português/espanhol – patrício, amigo, camarada; camponês e não-militares.
Pêlo duro – espanhol – crioulo, genuinamente rio-grandense; também significa pessoa ou animal sem estirpe.
Poncho – origem incerta, araucano ou espanhol – espécie de capa de pano de lã de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, para a passagem da cabeça.
Puchero (putchero) – espanhol – sopão com muito vegetal e carne de peito, sem tutano e sem pirão.
Querência – espanhol – o lugar onde se vive. Derivado de “querer”, caracteriza o amor que o gaúcho tem pela sua terra.
Tapejara – tupi – vaqueano, guia ou prático dos caminhos; gaúcho perito, conhecedor da região.
Tchêprovavelmente espanhol – termo vocativo pelo qual se tratam os gaúchos. É o mesmo “che” (‘txê’) do espanhol, que se consagrou com Ernesto Guevara, o “Che”.
Topeteportuguês/espanhol – audácia, arrogância, atrevimento; saliência da erva-mate que fica fora d’água na cuia de chimarrão.
Tropeiro – português/espanhol – condutor de tropas, de gado.

Danças gaúchas, quais são elas:
Bugio
Chamamé
Chamarra/Chimarrita
Chote
Contrapasso
Marcha
Mazurca
Milonga
Ploca
Polonaise
Rancheira
Tango
Terol
Valsa
Vaneira/Vaneirinha ou Vaneirão

Origem da Palavra

Quanto á origem da palavra, há muitas divergências. Alguns autores afiram que o termo gaúcho vem do guarani. Significaria "homem que canta triste", aludindo provavelmente à "cantinela arrastada dos minuanos".

Será que existe uma palavra que define toda a cultura e o modo de vida, não tendo uma explicação melhor para sua origem? Acho que é o que acontece com a palavra “gaúcho”. Se reuníssemos todos os mais respeitados filologistas e historiadores que tenham estudado sobre o assunto, capaz de não saberem chegar a uma conclusão, a não ser a de que : Ninguém sabe da onde veio esta palavra.


Mas não quer dizer que a sua origem não tenha sido pesquisada! Já listaram mais de 30 significados para esta palavra, a partir de fontes como Argentina, Uruguai e até mesmo o Brasil. Das línguas apontadas, como dando origem a ela, estão o português, o tupi, o guarani, o árabe, o castelhano, o araucano, o charrua, o latim, o gitamo, o alemão, o francês, o inglês, o aimará, o hebraico, e tantas outras. Uma das origens poderia ser a palavra “Garrucho”, que quer dizer portador de uma garrucha ou garrocha (Espécie de lança para cortar o jarrete do gado).


Enfim, se alguém perguntar pra uma pessoa que reside no Rio Grande do Sul o que significa o termo, ele poderá responder sem dificuldades que :  “O gaúcho é algo impossível de se definir”. Assim sendo, além de estar dando uma resposta aparentemente “profunda”, vai estar escapando de explicar que, na realidade, nem os gaúchos sabem ao certo de onde veio tal termo.

Andrei Becker

Etimologia

Existem várias teorias conflitantes sobre a origem do termo "gaúcho". Pode ser que o vocábulo tenha derivado do quechua (idioma ameríndio andino) ou do árabe "chaucho" (um tipo de chicote para controlar manadas de animais). Além disso, abundam outras hipóteses sobre o assunto. A primeira vez que foi documentado o seu uso foi em torno de 1816, durante a independência da Argentina.

O traje típico do gaúcho inclui o seu pala (ou poncho em castelhano) que é um sobretudo que pode servir de cobertor para dormir, um facão ou adaga (ou facón, em castelhano), um relho (ou rebenque, em castelhano) e as calças largas chamadas bombachas, presas às suas cinturas por um tipo de cinto denominado guaiaca (ou tirador, em castelhano). São complementos as botas, o chapéu de barbicacho e o lenço no pescoço.
A cultura gaúcha, como se pode notar, é uma mescla de várias etnias, (com isso é difícil afirma quando que surgiu o gaúcho, pois são muitas misturas de vários povos). As contribuições de índios, jesuítas, árabes, espanhóis, portugueses (com destaque para os açorianos), bandeirantes, tropeiros, negros, italianos e alemães acabaram por formar a cultura, a sociedade, os limites e fronteiras, o povo e histórica do Rio Grande do Sul e de las tres patrias gauchas” (Uruguai, Argentina e a região sul do Brasil). .

A Palavra “Gaúcho”

A palavra “gaúcho” entretanto só aparece em crônicas de viajantes na América do Sul por volta de 1770 ou um pouco antes. Demonstra uma nova adaptação ou melhor, culminação dos tipos anteriores. Normalmente quando um padrão está determinado é porque sua existência é bem anterior. O gaúcho aparece simultaneamente (isto é importante frisar) no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Características do Povo Gaúcho

Os hábitos dos antigos gaúchos, sejam eles alimentares, de vestuário, aperos e arreios dos cavalos, forma de domar cavalos, de laçar ou bolear, maneira figurada de falar, palavras utilizadas e música, entre outros, passam a ser assimilados pelas novas ondas de colonização açoriana (1752) que o continente de São Pedro do Rio Grande do Sul sofreu. A cultura de fora se rende à cultura local e adapta-se, transforma-se ou desaparece.Neste período, muitos gaúchos eram considerados vaqueanos (conhecem a região nos seus mais mínimos detalhes) e guiavam viajantes e exércitos pelo pampa. Outros tocavam infindáveis tropas de gado por léguas sem fim. Havia ainda os carreteiros, que transportavam produtos cortando a região de todas as maneiras. Os antigos e primeiros gaúchos nômades (injustamente chamados de ladrões no período do gado cimarrão, época de enfrentamento de forças pela posse do gado sem dono) trabalhavam sazonalmente em fazendas (eram pouco exigentes e pareciam se divertir no trabalho mais duro, eram exímios laçadores, boleadores, carneadores e artesões de produtos de couro necessários na montaria) e influenciavam de forma espantosa os filhos dos colonos da campanha ou povoados por onde passavam.
Os gaúchos influenciaram o comportamento de toda a região, com isso todos queriam ser como os gaúchos no aspecto na montaria e desbravado (índios, soldados, escravos, peões, estrangeiros, comerciantes, viajantes e crianças. )


No seu comportamento, o gaúcho antigo, tinha respeito para quem os tratavam de forma gentil, tinham uma base ética (mesmo que sua personalidade forte), eram impetuosos e provocadores (quando necessário), tinham certa atração pela guerra (desde que seja a cavalo, jamais à pé), atração pela montaria (que se manifesta em muitos enfeites, até de prata) e tradição, seja na indumentária, seja na forma de arrear os cavalos.

O prato predileto do gaúcho é o churrasco, que acompanha com o chimarrão. Veste camisa de lã, de tecido grosso, e bombachas presas aos tornozelos; dando colorido ao traje, traz ao pescoço, por um nó corrediço, um lenço de cores vivas. Protege a cabeça com um chapéu de couro ou feltro, de abas largas, preso pelo barbicacho, e calça botas apropriadas para montaria. Vistoso cinto de couro, a guaiaca. Onde prende o facão e a pistola, completa o traje típico do vaqueiro dos pampas.

A maneira de falar do gaúcho antigo chegou de forma impressionante até nossos dias. Mesmo nos maiores centros urbanos do Estado, dezenas de palavras oriundas da lida campeira continuam sendo usadas com significado paralelo ao original (apesar de que a quase totalidade das pessoas que as utilizam desconheçam esta origem).

De Bandido À Simbolo Histórico

Atuando como instrumento de fixação portuguesa no Brasil Meridional, o gaúcho contribuiu para a defesa das fronteiras com as Regiões Platinas, participando ativamente da vida política do país. A partir disso, o reconhecimento de sua habilidade campeira e de sua bravura na guerra fizeram com que o termo "gaúcho" perdesse seu instinto selvagem. Após a Revolução Farroupilha, o gaúcho passou a ser considerado sinônimo de homem digno, bravo, destemido e patriota, (Veja que interessante ser considerado como gaúcho, tantas qualidades boas numa única palavra).
O gaúcho é definido pela literatura como um indivíduo , Honesto, irreverente e guerreiro. Às suas raízes, somaram-se as culturas negra, alemã e italiana, e de tantos outros povos que vieram construir, no Rio Grande do Sul, uma vida melhor.
O povo gaúcho valoriza muito sua história e costuma exaltar a coragem e a bravura de seus antepassados, expressando, por meio de suas tradições, seu apego à terra e seu amor à liberdade.
Por volta de 1580, os cavalos abandonados na região do Prata em 1536 tinham se multiplicado aos milhares. Tanto que, em 1600, não podiam mais ser mais contados em suas gigantescas manadas. Os Pampas do Rio Grande, Uruguai e Argentina estavam povoados de cavalos chimarrões (cimarrones) e o povo que vivia nessa região, unida pela semelhança ambiental, se tornou um povo cavaleiro.
Mas na origem da formação do gaúcho devem ser lembrados os índios pampeanos, que logo se adaptaram magnificamente ao cavalo (por volta de 1607). Sua miscigenação com o europeu fundiu as culturas ibérica e americana, e gerou os mozos perdidos (homens que optaram pela vida no pampa), sendo seu primeiro registro em 1617, já com chiripá, poncho e bota de garrão de potro (tendo esta indumentária uma evolução gradual e natural até por volta de 1865, com a substituição do chiripá pela bombacha, se estabilizando relativamente até agora).

A Origem

Gaúcho, nome pelo qual é conhecido o homem do campo na região dos pampas da Argentina, Uruguai e do Rio Grande do Sul e, por extensão, os nascidos neste estado brasileiro. Até a metade do século XIX, o termo gaúcho era usado de forma desagradável , sendo dirigido aos aventureiros, ladrões de gado e bandidos que viviam nos campos.


Resultado da mistura de raças entre o índio, o espanhol e o português, o gaúcho, por viver no campo cuidando do gado, adquiriu habilidades de cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira, aspectos que perfazem a tradição gaúcha. Sem patrão e sem lei, o gaúcho não tinha ponto fixo de moradia. Com o passar dos tempos, a partir do estabelecimento das fazendas de gado e com a modificação da estrutura de trabalho, foram alterados os seus costumes, tanto no trajar quanto na alimentação. Mais tarde, já integrado à sociedade rural, passou a trabalhar como caseiro (considerado como peão das estâncias.) O gaúcho é o vaqueiro,  de temperamento ardente, aparece sempre montado no seu famoso pingo, o cavalo inseparável e amigo nas ações de guerra dentro dos extensos dos campos.